Trevas...

Num rumo onde a luz me comove porque procuro o repouso ... neste entretanto "combativo" anseio moléculas de amor indizivel. Quando olhamos para o quotidiano fastidioso, repleto de tédio ou algo a que podemos chamar violência (não que o seja de facto - é só uma manifestação evolutiva) considero que há dias em que tudo perde o brilho, não pela ausência mas pelo olhar turvo, desconectado do real absoluto.

Construir realidades maiores ou menores - podem sempre ser construídas, mas resta nestes dias o necessário sentimento de que pode não valer a pena - sendo isso impossível.

Quando na vida chamamos a isto vitória àquilo derrota ou insucesso... saibamos nós que tudo é vitória... mas existe desperdício, não objetivo, absolutamente subjetivo, é a constatação de que a realidade que me é exterior eu posso torná-la minha... pura perda de tempo, sabendo nós que não existe isso - perda de tempo.Nem o tempo é nosso irmão, porque é uma ideia e não a Realidade a que tanto nos prendemos...

Quando me sento com o estranho e me cruzo com ele, numa relação de indiferença, desconheço-me concretamente, desligo-me do meu centro - mas isso é aceitável, até porque existe - e a manifestação é por si só aceitável...

Aqui neste sentado relacionando-me contigo, podemos os dois saber que somos "raça" de uma mesma família? Sabes tu que somos irmãos? O deus em nós manifesta a nossa semelhança, e as vidas diferentes são a mesma, os cansaços e as tristezas mesmesissimas constatações ... sabemos que criar, recriar e destruir são a mesma face de moedas diferentes... como gostava de te olhar nos olhos e partilhar outros universos em que nos pudéssemos sentar juntos à luz do luar... não existem famílias desavindas, existem rumos diferentes.

A mim pouco me importa aquilo que poderia ser... basta-me aqui... e tu aí... e todas as outras manifestações no seu devido lugar!

Paz... unidade... que rompe todas as trevas... e ilumina o meu olhar... respiro fundo... com toda a criação!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

olhar