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Mostrando postagens de Maio, 2012

Saber ser mais alto...

É escutar intensamente a ausência de conflito... provavelmente respeitar incondicionalmente implica aceitar incondicionalmente... é muito duro - interna e externamente... mas parece-me ser um caminho razoável...
Caminhante me confesso... estou à beira de mim...

Se abdicarmos da justiça a fraternidade finalmente poderá manifestar-se!
Abdico!

Caos poético...

Calmo estio,
noite amada
a leve brisa que sopra por entre a folhagem

enche-me plena e totalmente o coração.

ao longe ouve-se um cão ladrar

a lua companheira permanente
diz-me... atreve-te sonha sozinho
desnuda-te rasga o coração

deixa-te ir nesse silêncio que mata...

sê a morte perfeita... a vida que renasce...

deixa o caos emergir e libertar-te


ousa...voa... mergulha...perde-te na noite escura....

Noite agreste...

A companhia serena do coração tranquilo.
Saber-me maior que o pensamento... saber-me...
Sentado olhando o jardim, ou no sótão sabendo o azul negro do céu uma estrada infinita de alegria, desconheço o sofrimento e todas as galáxias concentram a minha atenção.
E no entanto são os olhares que me trazem a luz do amor... em cada olhar uma galáxia e ficam a faltar mundos inumeráveis... esta tranquilidade infinita diz-me que tudo está em ordem...
Nada espero, nada desejo... somente existir... o bater do coração, a respiração consciente!
A vitória tem o sabor de todas as derrotas anteriores, são irmãs...
O medo abandona-me finalmente e reconheço-me...
O fumo dos cigarros são o sinal de eternidade cumprida!

O paraíso na terra...

Acordo e está um dia chuvoso com um sol radiante... corre uma brisa ténue mas esforçada o frio não se nota propriamente nos ossos é mais uma sensação desvalida...

Decretei o fim das guerras, ódios, jogos de poder e de todas as regras!
Neste momento todos os seres são livres de viver a vida como quiserem tendo como único pedido formal viverem-na em ordem ao seu bem maior e ao bem comum, numa lógica de  AMOR INCONDICIONAL!
Existe abrigo confortável, água e alimentos gratuitos. Os governantes exercem de acordo com a vontade da maioria...  o dinheiro está num limbo deixa de existir ou é distribuído de igual forma para todos, uma forma de comunismo muito apreciada por toda a comunidade...
É um povo alegre, amante de todas as formas de arte e apaixonado, sendo que a paixão é sublime porque totalmente duradoura... a natureza e o cosmos são olhados como irmãos... a escola é um lugar onde todos os habitantes podem ir para aprender algo que lhes encha o coração...
As religiões tomam consciência…

...do desapego ou do silêncio...

Até o contraditório causa rotinas insuportáveis... tudo tem um tempo  -a eternização de um modelo meramente especulativo é de eficácia duvidosa.
Li hoje um texto que me tocou o coração... é tempo de parar!
Paro para refletir... estão feitos todos os diagnósticos, enunciadas todos os erros... foram mandadas para a mesa muitas sugestões...
Tempo de silêncio... ou de nos escutarmos olhos nos olhos... a critica continuada desvia-nos da criatividade - faço um apelo à massa crítica - passemos à fase seguinte!

Fase seguinte: Contribuição para a elaboração de um programa eleitoral e "constituição" de uma lista candidata às eleições!

Aguardo uma eventual reunião...

Trevas...

Num rumo onde a luz me comove porque procuro o repouso ... neste entretanto "combativo" anseio moléculas de amor indizivel. Quando olhamos para o quotidiano fastidioso, repleto de tédio ou algo a que podemos chamar violência (não que o seja de facto - é só uma manifestação evolutiva) considero que há dias em que tudo perde o brilho, não pela ausência mas pelo olhar turvo, desconectado do real absoluto.

Construir realidades maiores ou menores - podem sempre ser construídas, mas resta nestes dias o necessário sentimento de que pode não valer a pena - sendo isso impossível.

Quando na vida chamamos a isto vitória àquilo derrota ou insucesso... saibamos nós que tudo é vitória... mas existe desperdício, não objetivo, absolutamente subjetivo, é a constatação de que a realidade que me é exterior eu posso torná-la minha... pura perda de tempo, sabendo nós que não existe isso - perda de tempo.Nem o tempo é nosso irmão, porque é uma ideia e não a Realidade a que tanto nos prendemos...

Que sabes tu... de mim...

Se tu soubesses o meu coração...
saberias no teu intimo as dores que sofro por ti
as horas acordadas em que te beijo
...sofregamente...
numa loucura sem fim... inacabada para sempre...

tu és o rasgo de luz que a minha alma
anseia de noite e que durante o dia perscruta em cada um
que não és tu, mas que revela a tua face!
és duma luz que me mata e inebria

nem sei se morro ou altero

só sei que quero viver nos teu seios perfeitos
mergulhar em ti e aí morrer para sempre
numa extase que me faz vibrar com o universo inteiro

se tu soubesses o meu coração
não me esquecerias, nem dirias que nada sou
se tu soubesses o que é amar
amar-me-ias assim e morrerias tu nos meus braços...

e nesses beijos que desconheço.. aí mesmo, nesse instante
desfaleço...

são ondas de paixão sem nome, sem corpo, sem alma...

O amor pelo amor! Eu e mais ninguém... o Amor Todo em Mim!

Aqui neste penhasco olhando o mar recordo todos os amores
dos homens e das mulheres... todos os amores sem nome
... sem casa
Inteiro eu e …

Amantes

Estavas tu sentada sem... medos...
...descontraída....bela...
O alecrim... e um gato travesso...

Estamos sentados com os olhos de um verde mel
discretamente... onde as mãos falam... e os corações
num silêncio profundo rasgam todas as vidas inúteis!

Um trovão, um eclipse solar, uma canção de amargura
Uma supernova! Tu...
é um mar chão ou uma colina verde escarlate

Naquele bar onde todos riem alto
Eu e tu naquele canto sós - proscritos do mundo

Existe nesta tarde uma vida sem nomes...

é o amor... a paixão... o nosso modo de vida...

nada supera a singularidade!

descanso dos teus cansaços... regato vil e puro...

fresca e amável a tua boca... doces extasiantes os teus seios...

Lirios cantados o teu ventre... extase pura... tu...

Amar é a perfeita loucura, a máxima perfeição!

Se te olho morro de amores ... mergulho em ti... recuso ser eu de novo!

Som perdido

Cravado em mim...
Essa tua ideia de... mel... distante
Ausento-me em permanência...
Porque o sonho habita-me... redesenha-me

Neste silêncio nesta lua de mel
nas palavras desditas, reditas... imaginadas...
nos ontens e nos amanhãs...

Detenho-me... olho-me... volto
-me para trás... observo com a doçura total...
inconsequente, estranho... desentendidos de vidas
a viver em locais novos... ? quem somos nós...

Se o sol se levantasse todos os dias
Se eu fosse eu
Se a lua brilhasse
Se eu respirasse vida
Se a liberdade não me prendesse
Se o ego me deixasse

Se eu me respeitasse
Seria essa novidade a vida...

e no entanto eu sei que só o amor me liberta...

Desço esta rua suja que me desdenha...
...eu... irremediavelmente eu... e tu?
Volto a cabeça para trás e nem silhuetas...
Volta na primeira à direita...
e não me esqueço... eu... uma silhueta!

Se a lua brilhasse... eu...

Deito-me quieto... quem procuro... esconde-se...
eu... olhar puro... mãos de amor...

um espaço intemporal...