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Mostrando postagens de 2017

Um Benfica Vulgar

Os preços dos bilhetes para o público são inadjectiváveis.
O futebol apresentado é a mesma coisa, fico à espera de ver O MEU BENFICA A JOGAR FUTEBOL DE NOVO, quando voltar valerá a pena, claro, adoro futebol e o Benfica, desde criança.
Acho extraordinário que as pessoas gastem quantidades exorbitantes para ver espectáculos deprimentes, mas é claro cada um faz do seu dinheiro o que lhe aprouver.

VIVA O BENFICA DE SHÉU, NENÉ, CHALANA, ALVES, STROMBERG, FILIPOVIC, JORDÃO, HUMBERTO, PIETRA, RICARDO, VALDO, REINALDO E Samuel e Cavunji! Os meus jogadores preferidos (quando somos crianças a vida é quase perfeita - sorriso suave), viva os que amam o Benfica.

A capa invisível!

A bola escondida entre duas voltas e contra voltas, um truque inimaginável, saltou para o colo do girafa, atabalhoado sem saber o que fazer fugiu-lhe para as pantufas do puma, parecia uma gazela, entrou com a bola dentro da baliza, ninguém soube o que se passou, o pescoço longo ainda bamboleante correu para os braços do felino mas caiu desamparado antes de lhe agradecer. O golo improvável. Vencemos.

O Silêncio da Baliza

Do outro lado uma correria sem fim, guardo a porta da felicidade de outros, esta casa não é nossa, é desconfortável este portal.
Como se as portas não devessem estar escancaradas para a felicidade, o jogo é ao mesmo tempo alegria e desprezo pelos básicos da fraternidade, como se fosse.

Autor

das histórias dos outros.


O nobre cansaço de viver a tua vida, de te dizer como fazeres que eu sei melhor e para ti é mais fácil que assim escusas de pensar, descansa que penso por ti, deita a cabeça na almofada e dorme mais uns minutos.

Tens a casa desarrumada, deixa-me dizer-te como a deves arrumar, que vejo nada saberes de limpezas, não contrates uma empregada eu explico-te como deves limpar, cuida de não seres enganado nos seus honorários (se a contratares, sei que vais), que o dinheiro Tem a sua valia estimável.


Um copo de água fresca por favor que o calor está inclemente, não está?

A minha casa não me chega, é demasiado pequena, deixa-me entrar que sufoco na pequenez.

Uma das maiores sensações de cansaço na casa dos outros, apesar do aparente trabalho excepcional, é ser ele O dirigente o dono oficioso, todos acharem bem, esta unanimidade em torno da falta de qualidade, da pouca agilidade, senhor do desperdício, como se fossem quase virtudes. Em breve a qualidade e a inteligênci…

Redenção

Ser-Se Enorme a Condição de todos os seres Humanos
Olho atrás, para trás, sonho outro eu,
Um rio caudaloso, uma cascata de luz e sombra, eu num farol de mim no meio como um campo de girassois

A minha, a tua, a nossa história, são contos diários onde nos reconhecemos virtude perdida
uma arte que se encontra em grutas sem nome ou geodefinição
Criatividade amor ao belo, uma estrutura de poetas e gente simples e estival

Dar corpo ao sonho, ser-se o Sonho de Todos
ARTE


MEMÓRIAS

Fogachos de outros anos, como se fossem outras vidas, décadas de olhos cheios de luz e entusiasmo, como as crianças a correrem atrás de uma bola, numa alegria sem medida, assim já todos nós fomos, pequenitos e pequenitas que sabiam que o amor à vida e ao jogo e de uns pelos outros eram sempre vitórias, todos os dias. Acordávamos cheios de alegria do jogo com os outros, todos os outros e outras, eram dias sempre novos, jogos sempre maravilhosos.
O Benfica no coração das crianças e dos adultos meninos e meninas é sempre assim façam o que fizerem, porque esse mundo habita esses e essas, são os príncipes e as princesas na vida, e os dias são mais dias nos corações com essas pessoas junto de nós...

Vencer é Resignar-se

"Vencer é Resignar-se


Conformar-se é submeter-se e vencer é conformar-se, ser vencido. Por isso toda a vitória é uma grosseria. Os vencedores perdem sempre todas as qualidades de desalento com o presente que os levaram à luta que lhes deu a vitória. Ficam satisfeitos, e satisfeito só pode estar aquele que se conforma, que não tem a mentalidade do vencedor. Vence só quem nunca consegue. Só é forte quem desanima sempre. O melhor e o mais púrpura é abdicar. O império supremo é o do Imperador que abdica de toda a vida normal, dos outros homens, em quem o cuidado da supremacia não pesa como um fardo de jóias.

Fernando Pessoa, in 'Notas Autobiográficas e de Autognose' "

O Argumento!

Saber escutar com os olhos e o coração. Olhar o outro nos olhos, perceber-lhe a alma.
Inteligência vencedora, lucidez e coragem.
Vencer é conhecer a alma do adversário.
Derrotar os nossos medos.
Arte pura.

O Combate (a guerra) Interno e Externo, a Futilidade e a Ignorância

Existe maior alegria na superação e na inteligência, que o vil dinheiro nunca entenderá.
Existe maior alegria na arte e no belo que nenhuma vitória te poderá dar.

A alegria, a arte, a inteligência, a superação, o entusiasmo, a unidade, o sonho, e só depois a Vitória.
A unidade com os derrotados, a mesma realidade, uma não existe sem a outra e os adversários, não existimos uns sem os outros. Aqueles que desprezam os adversários desprezam o jogo e a si mesmos, porque sem adversários nós não existimos.

Que este seja um ano de UM PLANTEL PODEROSO E EQUILIBRADO EM TODOS OS SECTORES, e que a arte de ter bola seja uma realidade.

Os Convencidos da Vida

Muito para lá do futebol, uma coisa entranhada no sangue, nos ossos, nos músculos daqueles que sabem que são melhores!, o caldo de ironia que as palavras anteriores reflectem pode ser compreendido numa lógica igual a um mau cheiro inoportuno com que nos possamos cruzar desconhecendo d eonde provém.

"Os Convencidos da Vida
Todos os dias os encontro. Evito-os. Às vezes sou obrigado a escutá-los, a dialogar com eles. Já não me confrangem. Contam-me vitórias. Querem vencer, querem, convencidos, convencer. Vençam lá, à vontade. Sobretudo, vençam sem me chatear.
Mas também os aturo por escrito. No livro, no jornal. Romancistas, poetas, ensaístas, críticos (de cinema, meu Deus, de cinema!). Será que voltaram os polígrafos? Voltaram, pois, e em força.
Convencidos da vida há-os, afinal, por toda a parte, em todos (e por todos) os meios. Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda não são, o…

Não digas nada.

Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender —
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer

Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

Futebol Amor és Tu

Paixão Rubra Somos Nós


Vitórias e derrotas, lágrimas em criança,
ao chegar a adulto como se o mundo acabasse em Vigo,
em LeverKusen somos deuses,

e vem um onze de príncipes

Bento,
Pietra, Humberto, Mozer, Alberto Júnior,
João Vieira Pinto, Alves, Stromberg, Chalana,
Rui Costa e Filipovic

Esqueço os dias cinzentos, porque a vida é vermelho Vitória, arte e poder, Tu, Nós.

Esqueçamos o mundo, merecemos a ilusão do vermelho coração!

Não volta o tempo mas estou-me lá para sempre, contigo-nos

crianças traquinas

de calças rotas e pés descalços, uma bola de trapos, toda a ilusão nos pés feridos pelas pedras de tropeço,
o futebol é para as crianças
Amanhã é outro dia, cada golo um sorriso que espera um abraço
Futebol

da Natureza do Cansaço

O acto sem força
o mando corrupto,
a ausência de nobre conduta
a desinteligência
desconhecer a sua força
medo terrível de perder, aquilo que não é, não foi
e nunca será Seu

inútil acção, desconstrução
... Mas,
aquele que É
irrompe por uma sala
com um olhar subjuga
com uma palavra submete

e ele próprio se torna Um com o espaço
com a vitória e a derrota
incorruptível, soberano
altivo e sóbrio
sendo maior é igual, porque conhece
aceita e funde-se

guerreiro, num pueril exercício de vida

de um punhado de terra constrói uma casa
o outro faz desabar mil castelos
pela sua ignorância

esta é a natureza do cansaço,
A Ignorância e o temor do nada

vida intermédia

chamamos ao vento irmão
à vida sedução
ao abraço união

este acordar, lembra-me a força do silêncio

o que vê, olha e compreende
o jogo da vida
guerra ou paz, alegria ou nada

alegria,
a alegria do silêncio
a amizade natural com a vida

esqueço os jogos dos outros

intermédio mas eu,
nós com quem me quiser ser Um

O Nós é a vida toda
A coragem e a determinação
A vida toda

Poesia Viva

de mãos nuas,
à espera de um abraço,
de uma palavra, de um sorriso,
de um silêncio cúmplice,
e este cheiro a noite súbita, como se me fizesses renascer,


os grilos, nesta noite morna de amantes intemporais
Humanidade

pelos sonhos nos somos

a vida é um jogo, Repara
presta atenção, um jogo de futebol
de lados diferentes
como que perdidos então
à noite quando jogamos juntos
antes

essas ruas desertas, cobertas de noite e alegrias nossas e de outros,
como crianças de volta da bola que salta daqui, de mim para ti,
sabes que o nosso sonho é maior que o que perdemos?

O sonho é uma página em branco previamente escrita,
nela as vitórias são as mais belas, os golos os mais extraordinários, únicos, cada acção
os jogos mais brilhantes,
e de manhã quando saímos para a rua, já sentimos o sabor e o cheiro dessas tardes coração todo,
à noite cantaremos alegria,
sonha comigo, cansa-me-te comigo as manhãs para que a tarde e a noite surjam agora
que não quero esperar
olhos sem Eus, os nossos

No recreio como na vida

Há muitos anos atrás quando jogava à bola nos recreios ou nos baldios ou nos campos de futsal, quando entrávamos em campo já tínhamos uma ideia do que se ia passar, havia sempre entre nós 3 ou 4 tipos cheios de inteligência e arte e se mais do que dois estavam numa equipa estávamos bem lixados, era a equipa dos bons.
No nosso campeonato essa equipa é o Benfica, mas não parece, tal o sofrimento com que os jogos são ganhos. O ano passado também foi assim!
Desculpem-me, isto é estranho, não faz sentido.
Qual a razão destas vitórias sofridas quando a nossa equipa é manifestamente melhor que as restantes?
E ainda acresce que temos em geral dois jogadores de qualidade para cada posição e temos agora a chegada do Grimaldo e de todos em geral ao onze, (?).
Não entendo a tremideira.

Bela é a Vida

viver?
deitado, levanto-me, ando, além estou sentado (entre isto e aquilo)
suspenso entre nada e coisa nenhuma

sonho imagino
simples histórias
que contamos uns aos outros

escolho um simples beijo
um momento juntos
amanhã sigo
a Viagem

entre ontem e amanhã
beijemo-nos, abracemos o êxtase
nada mais é

com grande estrondo

a queda,
o infeliz, desconhecendo que a porta era para ser usada, escolheu o lado esquerdo da porta. Ignorou o que outro viu com clareza.
A sabedoria não mãe de seguidores é filha da ciência sem tempo ou espaço, aquele que simplesmente observa.

aberta

exposta à vida
sublime
lábios de mel acre
nariz arrebitado


se soubesses que a vida é prazer
e os meus braços
noites longas
suspiros
e gemidos

Utopia Aqui

Amantes do belo, os seres deste belo planeta, são criativos, apaixonados, fraternos, cooperam e respeitam todos os ecossistemas. A tecnologia permite uma vida suave de aventuras e artes supremas. Expansão.

silêncio

de revolta
de entusiasmo
de encontro com a essência

(dizem muitos)
que se entra para a dimensão do real
mergulhado nesse silêncio cá dentro e lá fora

plenitude , estado de alerta
todas as delicias do mundo se depositam em ti

A Deusa

nesse maravilhoso conteúdo sexual explicito
um olhar maroto
sem cuecas

estava a ler o jornal com interesse e sentaste-te em frente de mim, uma saia curta, um psst, levantei os olhos, estavas, como já disse, sentada em frente a mim, cheiravas ... é indescritível o sabor adocicado do teu cheiro, entretanto estas palavras estão sem vida real, são ausência de olfacto e gosto, absolutamente insuficientes,
estavas (...)
de pernas abertas
e tinhas em ti o olhar mais belo que jamais tinha visto numa mulher.

calças rotas

sem nome
corpo belo, calças rotas
juventude e carácter

sensualidade e frescura
audácia erótica
um dia distante
seremos um

numa tarde de Fevereiro

Sabor Viciante

Coloca as minhas mãos
em ti, no teu corpo, na tua vida
sente-me rasga-me a alma
deixa-me sem pé

beijar os teus mamilos erectos
como eu, numa dança lenta
veludo e mel
Bolero de Ravel
cada molécula do teu ser
as tuas pernas
a tua flor aberta suculenta

olhar-te
para sempre
êxtase arrebatador
porta da eternidade nesses momentos
através de ti
deusa

(foi) longo o dia

uma pena esvoaça ao som do vento
uma folha dança num ritmo frenético
os pássaros em bando

é noite
Está um frio de morte, um gelo glacial
chove, chove muito
água do árctico

em casa estou eu, estou eu
é noite, está frio
cá dentro
de mim

O Juíz

E o réu, cumprimentam-se, os advogados sem esforço bebem um café tardio.
A audiência nervosa, espera pela sentença acordada.
O jogo combinado, ...

E todas as histórias parecem repetir-se, um ciclo que se desrenova.

Vem a noite, valerá a pena o sono?
Sempre.

embala-me

deixa-me quieto
envolve-me com o teu andar
perturba-me a alma
corrompe-me o corpo

noite dentro, tarde finda
quando quiseres, onde quiseres
como te deixar frenética

quero degustar-te
seduzir-te com um toque
acariciar-te com uma flor
derrubar mel sem querer
sobre ti, para que o sabor seja intenso
apaixonante

reduzir-te a amor

Mãos de Vénus

onde me encontras
eu sou-te, onde nos somos
é a vida

ambos como um fio de mel
que te escorre dos lábios
e a tua língua, os teus lábios
esse fio de mel que me és

amor?
prazer eterno
os teus gemidos, o céu aqui
nas nossas mãos

a vida é agora