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Mostrando postagens de 2016

a vida toda...

uma sala vazia, o ruído lá dentro, cá fora,...
estamos sós,
vencemo-nos, são derrotas, as minhas e as tuas, somos
uns dos outros e não sabemos
perdidos nos dias iguais nas derrotas deles

venço-me neste silêncio que se segue, sete vezes até daqui a 4
neste número sou livre, somos todos

aqui estão os dias todos

tu e eu e as longas noites de prazer, uma vida se música poesia silêncio

não temos donos, estão esquecidos

todos os nossos momentos são de unidade e alegria
amargas esperanças, inúteis

vermelho vida

a noventa minutos de mim

corações apressados, mãos frias
sento-me levanto-me
olho em volta silêncio
gritos palmas, urros
vozes vidas amargas, corações alegres

essa glória que não é minha
o golo

o sonho tem tantos nomes
corações e vidas do mundo

Vencemos hoje, se ontem perdemos
hoje ficamos mergulhados
em abraços
de desconhecidos

a vida é assim
um jogo de futebol
uma época inteira que chega ao fim

este verão é sonho outra vez

esta casa sem portas

caiada de branco voltada para o mar
nas mãos de uma mulher deusa
olhos verdes, cabelos negros, alma guerreira

as noites de amor são refeições sagradas
bebidas lentamente como se o vinho nunca chegasse

o seu corpo é a eternidade mergulhada no mundo

Paixão que Alimenta a Carne

rasga-me a pele
penetra-me a alma
enche-me de carícias
vivamos loucuras

que as auroras se confundam com os ocasos

reencontros de eras

inCapazes do Sonho,
Relembramos a vida toda, numa noite mal dormida, num espelho que somos, uns de outros, olhares fugazes, suspiros por outros dias, outras cidades, eras de sofrimento, sonho e alegria... dormentes, ausentes, ansiosos por amanhã, sem vitórias nem derrotas por vibrar, gritos de desespero em unidades mentira, rasga-se o coração do herói, notas de desespero em mãos sujas de cansaço e dor de outros, sonolentos, imberbes, desconectados.
Nem amanhã é outro dia nem tu és tu! Somos nós, somos um, espelhos do infinito, acordes e silêncios irmãos, recorda o jogo, livre é o que não sabe.

dias dos outros, vitória alheia

repentinas e amargas moléculas de
outros amores
suspensos
abraços sem corpos

este sol que nos encontra
prisioneiros da vida
amanhã outra vitória
além uma derrota

quem somos nós neste teatro de sonhos
noites mais longas que os dias
sonhos por imaginar
realizar nas vidas de outros

amanhã serei eu!

... os jogadores somo-nos ...

espaço

entre duas palavras esse vazio não notado
entre dois beijos esse que falta
outro amante, outra amante,
o silêncio e o vazio aquele aquela que falta

frio negro

esta noite longa, molhada de olhos
verdes

anuncia uma era de silêncio, uma formula antiga

presente

comportas abertas

em êxtase hipnótico
num ritmo frenético

torrentes de sofrimento
o quotidiano


além um passarito num voo suave
vive

liberdade para todos,
comportas abertas

justifica-me

a mente , que mente ... o ego

filho da morte, tetraneto do hades

nestas noites frias, em que te recusas ao amor
iguais aos dias sem sol
são meses de inverno continuado
as perguntas ininterruptas as respostas vazias

o coração sem alma
vida inútil


fora do mundo,
o jogo é aquela fórmula infantil que nos abeira da eternidade
corremos, gritamos, rimos
cansados, exaustos
vivos
sem palavras, olhos cheios de luz
abraços e beijos

dias sempre diferentes