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das histórias dos outros.


O nobre cansaço de viver a tua vida, de te dizer como fazeres que eu sei melhor e para ti é mais fácil que assim escusas de pensar, descansa que penso por ti, deita a cabeça na almofada e dorme mais uns minutos.

Tens a casa desarrumada, deixa-me dizer-te como a deves arrumar, que vejo nada saberes de limpezas, não contrates uma empregada eu explico-te como deves limpar, cuida de não seres enganado nos seus honorários (se a contratares, sei que vais), que o dinheiro Tem a sua valia estimável.


Um copo de água fresca por favor que o calor está inclemente, não está?

A minha casa não me chega, é demasiado pequena, deixa-me entrar que sufoco na pequenez.

Uma das maiores sensações de cansaço na casa dos outros, apesar do aparente trabalho excepcional, é ser ele O dirigente o dono oficioso, todos acharem bem, esta unanimidade em torno da falta de qualidade, da pouca agilidade, senhor do desperdício, como se fossem quase virtudes. Em breve a qualidade e a inteligência regressam ao palco principal, porque é tempo de renovar os mundos. Venha a arte e a criatividade, a solidez fútil no movimento contínuo.

Cada um é autor da sua própria morte, que seja serena e imperceptível.

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